quinta-feira, 24 de fevereiro de 2011
Carta dirigida à Assembleia Municipal de Castanheira de Pera de 23/02/2011.
José Manuel David Tomaz Henriques
Castanheira de Pera
Exmª Senhora Presidente da Assembleia Municipal
Os meus melhores cumprimentos.
Agradeço que V.Exª mande proceder à leitura integral deste documento na próxima Assembleia Municipal de 23 de Fevereiro e que fique apenso à Acta.
Na Assembleia Municipal de 29 de Setembro de 2010 a Sra. Vice-Presidente da Câmara informou, a propósito de insinuações que “corriam” sobre hipotéticas facturas falsas da/ou/na contabilidade recente da Prazilândia, que ia ser feita uma Auditoria às contas da Empresa.
Aliás, foi mais longe, e, numa “duplicidade” pretensamente “nobre” primeiro e um “desempenho” premeditadamente jocoso, depois – eu estava lá – anunciou que essa Auditoria se estenderia a todas as contas da Prazilândia, desde a sua fundação.
Pretensamente “nobre”, porque necessita como de “pao-p’rá-boca” de defender e promover a sua “dama” nesta Administração, a pessoa que, segundo as suas próprias palavras na Reunião da Câmara de 31 de Março de 2010, transcritas na Acta nº 6/2010, é, e passo a citar (...) “alguém com grande conhecimento na área do turismo, com muitos contactos e “know-how”(…);
Pretensamente “nobre” porque, ao mesmo tempo, “pega” na sua própria passagem pela Presidência da Prazilândia para, “subrepticiamente”, destacar e enaltecer a certeza que deve ter do seu comportamento transparente, em “contra-ponto” com o seu desempenho “cinzento” e incorrecta compreensão do Objecto Social da Empresa e da sua Importância Estratégica para o Futuro de Castanheira;
Premeditadamente jocoso, porque procura esconder a Inércia e a Falta de “Rasgo” deste Executivo, para prosseguir “a Obra” que herdou do ex-Presidente Pedro Barjona, tentando culpá-lo de todas as “desgraças”, “torcendo”, quem sabe, com uma promessa de uma ida a Fátima, mas desta vez a pé, para que a dita Auditoria encontre algum pecadilho, mesmo que involuntário ou de sua indirecta responsabilidade, e, com isso, “pregar o primeiro prego” !...
Quando há cerca de 30 anos a Sra. Vice-Presidente fez pela 1ª vez a estrada Coimbra/Castanheira e se apresentou ao serviço como “A Psicóloga” e a um grupo restrito, simplesmente como, Ana Paula, todos nós já tínhamos descoberto e percorrido essa estrada vezes sem conta, num desafio constante de cá para lá e de lá para cá !...
Descobriu depois, naturalmente, outras estradas e caminhos, tal como todos nós, e toda a gente!
E manteve-se respeitável !
Eis porque na Primavera de 2004 – um ano e tal antes das Eleições Autárquicas de 2005 – perante “uma determinada decisão assumida” e a consequente necessidade de reconfigurar “o tabuleiro de jogo” do Partido Socialista, “alguém” achou que “essa coisa” que em Democracia se denomina como “reunião das condições prévias de elegibilidade para disputar eleições”, podia ser-lhe aplicada.
E, assim, com “o olhar - dos seus mentores - pousado” nas águas já represadas da albufeira das Rocas, entre umas “taças de Murganheira” e um aparente “pequeno passo” … , foi eleita !...
-“Muitos serão chamados, poucos serão escolhidos”- diz o Evangelho de Jesus Cristo.
E agora que já tinha sido eleita, viria algum dia, porventura, a ser “A Eleita” ?...
A complexidade do Mundo actual e “desta” Europa em que nos inserimos, antes mesmo da gravíssima crise financeira que agora se vive, transferia, já, para a esfera de responsabilidade do Poder Autárquico, problemas e desafios tão amplos como exigentes, impondo, por isso, Renovados e Abrangentes Conhecimentos, e uma Informação Actualizada em “tempo real”, para que, “A Decisão” , quando tomada, colha e obtenha “Destinatário” !
O Agente e Decisor Político de hoje, não pode ser, portanto, alguém que reage e responde ao Presente, com o “presente”;
O Agente e Decisor Político de hoje, tem de ser alguém que age, que responde ao Presente com o Futuro, antecipando-o !
Quando este Executivo tomou conta dos Destinos do Concelho – podem chorar “baba e ranho” porque sempre o disse e daqui não saio – a Castanheira era, numa comparação que, à primeira vista, pode parecer inoportuna e descontextualizada, uma Equipa de Formula 1 que tinha tudo para ter êxito e ser vitoriosa no sector do Turismo e do Lazer !
Tinha a Praia das Rocas, a Prazilândia, a Notabilidade, a Ribeira, a Serra, uma “malha urbana” renovada e ambiciosa e, ao que parece, um grande patrocínio – explique-se, devidamente, e de vez, o que se passou com a 2ª fase do Parque Eólico do Alto do Fontão – etc, etc, etc !
Para mais, vinha da “época transacta” com os louros e a frescura do sucesso retumbante, alcançado na “última corrida do ano” – o 1º Grande Prémio da Praia das Rocas – pelas mãos do então “Primeiro Piloto” – Pedro Barjona – que, entretanto, se afastara “das lides” !
É pois com esta dinâmica que o sucesso da Praia das Rocas se repete em 2006 e 2007 duma forma contagiante, conquistando a curiosidade de públicos diversos; mobilizando todo o comércio local e o empenho da generalidade dos Funcionários da Câmara; “massajando” o Ego do Ser Castanheirense e calando “Velhos do Restelo” e detractores encartados!
Mas foi mais longe e mostrou, também, algumas debilidades estruturais e de funcionamento, e confirmou e necessidade e a urgência de capitalizar o sucesso sazonal da Praia das Rocas num Projecto Transversalmente Estruturante capaz de captar riqueza e reconfigurar, económica e socialmente, o Presente, Assegurando o Futuro.
Exigiu, por isso, e pela primeira vez, do novo Executivo respostas rápidas e objectivas.
E o que é que fez, então, esta nova “equipa de pilotos”?...
Nada! Ou melhor, atrapalhou-se e atrapalhou o “pelotão”!...
Impreparados e sem ideias, o 1º mandato revela-se numa catadupa de asneiras, entre oportunidades perdidas e resoluções desastrosas!
A partir do seu gabinete, o Sr. Presidente emana do seu poder, quilos de grãos-de-areia de Indecisões que hão-de encravar todas as engrenagens, enquanto na Prazilândia, a Sra. Vice-Presidente, ao contrário, toma uma decisão – DEMITE-SE!
“Descobre” que há pouco para fazer e que “esse pouco”, não pode ser feito por culpa da “situação insustentável deixada pelo anterior Presidente Pedro Barjona”, tal como disse e defendeu, até ser, diplomaticamente “calada” – eu estava lá – num workshop realizado na Câmara há cerca de 3 anos e meio!
“Calou-se”, ali, é certo, mas em face da sua “dificuldade” em “dobrar-se” perante o ancestral reflexo das águas”, assume uma postura detractora e depreciativa para com “a herança” e desedificante para com o lugar que ocupa e a Terra que representa, e, faz questão de se encontrar num lugar público com o ex-Presidente Pedro Barjona para, talvez, quem sabe, “mostrar à malta” que teve a “coragem de lhe dizer tudo nos olhos”, e, a ele, talvez, quem sabe, que era uma “injustiçada”!...
Resolve, então, “mudar de ares”, sem contudo, prescindir “dos seus direitos”, presentes e futuros, perante “a herança”!...
Com o seu companheiro, com quem partilha a casa, o travesseiro e a vida, aceita e “abraça”, por extensão e “inerência”, o “lugar” de “Primeira-Dama” em Figueiró!
Aqui sim, aqui, talvez!...
Deixa a 15 kms – a eleita – e os problemas, depois de, por fim, “realizar”, penosamente, a intangibilidade de – “A Eleita” – do Evangelho de Jesus Cristo, mas, enfim, “sente-se” bem, “sente-se” – A eleita - e isso basta-lhe!...
Aqui, abre-se-lhe um “mundo novo”, de estradas e caminhos “paralelos”, onde as responsabilidades serão apenas protocolares. Os convívios serão prazenteiros e, invariavelmente, “regados” a “sumo-de-laranja” – reservas especiais, talvez, de pomares de Penela e Arega – e “deixa-se inebriar”!...
Estão “queimados” ¾ do mandato autárquico!
- AINDA NINGUÉM PERCEBEU ONDE ESTÁ “O SEGREDO DA COISA” –
A Castanheira “agoniza”!...
No exacto momento em que se esperava que os seus Agentes e Decisores Políticos agissem de acordo com as Exigências e os Desafios que se impunham, para Avançar, “estes” Agentes e Decisores Políticos não só não “agiram”, como nem, sequer, “reagiram”, e, isso, a História mostra-nos, avulsamente, que se paga, sempre, muito caro!
“NINGUÉM SABE” quanto e o que vale a Praia das Rocas; para que serve a Prazilândia; o que fazer com a Serra, com a Ribeira, com a Notabilidade; o Jardim está ao abandono, assim como as Piscinas, o S. João da Mata, a Cova das Malhadas, etc. etc; perderam-se os Rallys Centro de Portugal, Pinhais do Centro e Praia das Rocas – até há um ano atrás, dito pelos seus proprietários, o “record” de facturação do Restaurante “O Gil” e da Pastelaria Esplanada, foi no dia em que o Parque de Assistência do Rally Centro de Portugal (2004) se realizou entre a Ponte dos Esconhais e a Rotunda dos Moredos! –; perdeu-se o Grande Prémio de Atletismo, etc,etc,etc!...
Não conseguem fazer abrir, certificadamente, a Praia das Rocas às segundas-feiras nem acabar as casas de banho dos Veleiros, e, só este prejuízo ronda os 450.000 € (90.000 contos)!!!
Não há uma Estratégia nem qualquer Ideia de Futuro, nada !
Nada!!!
Em pouco mais de 3 anos desceu-se do Céu ao Inferno!!!
E as noites de Figueiró continuam descontraídas por entre brindes de sumo-de-laranja dos melhores pomares de Penela e, sobretudo, da Arega!
Num pulo estamos nas Eleições Autárquicas de 11 de Outubro de 2009.
O mandato é renovado “à pele”!
Os ambientes, dentro e fora da Câmara, estão de “cortar à faca”!
PULO SEGUINTE: dia 9 de Março de 2010 (5 meses após as Eleições…)
Recebo uma mensagem do Sr. Presidente da Câmara às 00h22m, em resposta a uma mensagem minha que lhe enviei imediatamente antes, em que diz que o Sr. José Ribeiro ainda não deu resposta definitiva sobre se aceitava ser Administrador Não Remunerado na Prazilândia, mas que estava convencido que sim.
PULO SEGUINTE: dia 10 de Março de 2010, reunião comigo e com o Sr. Presidente em sua casa, à noite.
“ÂNIMOS ALTERADOS”: O Sr. Presidente comunica-me que, ao contrário do que andámos a tratar desde sempre, a Administração da Prazilândia teria de ter 3 Administradores Remunerados e que o Presidente seria o Sr. José Ribeiro. Não aceitei e “exigi” explicações! O Sr. Presidente respondeu-me que a solução que eu defendia, era a melhor para a Castanheira e que ele tinha feito tudo para que assim fosse, mas, num tom “alterado” perguntou-me se eu não sabia o que eram negociações políticas?...
PERGUNTEI: A Castanheira deve alguma coisa a “alguém”?!...
PULO ANTERIOR: dia 16 de Março de 2008
O Sr. José Ribeiro chega ao Coentral 2 horas atrasado para assistir a um filme dos Neveiros, apesar de ter GPS!
Ninguém o conhecia e, ao que parece, “cheirava“ a sumo-de-laranja e viria por sugestão da Sra. Vice-Presidente!
Não Sra. Vice-Presidente, a História que se há-de fazer “deste tempo”, não se fará, apenas, pela mão do “establishment” e do subsídio coligido de papeis perdidos e afins!
Não!!!
Na varanda da sede do PSD de Figueiró dos Vinhos está afixado um toldo com a seguinte frase de John Newborn, a que acredito ser alheia,
“Há 3 tipos de pessoas,
As que fazem,
As que vêem fazer
E as que perguntam o que aconteceu”.
Em relação à Castanheira, pergunto-lhe Sra. Vice-Presidente,
JÁ OBTEVE RESPOSTA?...
23/02/2011
quinta-feira, 14 de outubro de 2010
INTERVENÇÃO NA ASSEMBLEIA MUNICIPAL DE 29/09/2010
domingo, 4 de julho de 2010
INTERVENÇÃO FEITA NA ASSEMBLEIA MUNICIPAL DE 30/06/2010
Aproveitem as vantagens globais comparativas;
Afirmem os seus Valores Identitários e Diferenciadores de Cultura e Património;
Promovam hábitos e comportamentos que influenciem a Formação e a Personalidade dos seus habitantes;
Transformem os seus recursos e valores endógenos em melhor qualidade de vida e em vantagens competitivas da oferta, capazes de Captar Riqueza e Públicos Diferenciados.
quinta-feira, 3 de junho de 2010
Intervenção feita na Assembleia Municipal Extraordinária de 27 de Maio de 2010
Na 1ª hipótese do mesmo documento e por uma questão de envolvimento político e convergência na acção, eu propus o Sr. Pedro Graça, Vereador do PSD, para Administrador Não Remunerado e o Sr. Presidente da Câmara aceitou.
O “know-how” e os muitos contactos que diz que o Sr. José Ribeiro tem, resultam de quê?
O “know-how” resulta, por acaso, das relações que mantém com empresas de venda de colchões e frigideiras?;
E os muitos contactos, resultam, porventura, da provável colecção de cartões de visita que recebe de cada excursionista incauto?...
O Sr. Presidente disse nesta Assembleia Extraordinária que a Praia das Rocas iria ter publicidade.
Não se esqueça que, entre muitas soluções que apresentei para apôr publicidade na praia - bolas de hélio, palcos patrocinados, etc, etc -, AS VELAS DOS VELEIROS IÇADAS, com marcas de patrocinadores, l'idée est à moi; the idea is mine!...
É só para lembrar...
terça-feira, 4 de maio de 2010
" E OS CASTANHEIRENSES É QUE SÃO BURROS?!..."
"1 COMENTÁRIOS:
Pedro disse...
Caro Sr. José Manuel
Incrédulo com o que acabo de ler, so me ocorre uma coisa: V.Exª ou é louco ou é parvo. Tem o carissimo a noção do que é um projecto? Não tem. Um projecto não é um conjunto de ideias que já se viram noutro lado, tem que ter custos, estudos de mercado económico baseados nas leis de Nash e afins. Ora este oásis previsto por si, não tem nada disso, nem perto.
É apenas um conjunto de ideias, mais ou menos bem redigidas, admito-o mas aquém daquilo que apregoa. É pena que ainda haja pessoas que lhe dão crédito. Pensava os castanheirenses mais argutos. Vou dar-lhe um conselho de bónus porque os costumo vender. Reduza-se à sua insignificância parada no tempo de famílias nobres que já lá vai. Assente os pés no chão, faça-se à vida dura que a idade já pesa. Ou então parasite como sempre fez e deixe as coisas sérias para quem o é. Estejam eles no poder ou fora dele, a mim pouco me importa.
Um abraço"
A este "Pedro", TRAVESTI de carreira feita na "Secção Local" do Clube do Dr. Laurence Peter, que desgovernada e perigosamente conduz a Castanheira à "sub-divisão" de onde se elevou com Nobreza em 4 de Julho de 1914, quero dizer que quem se esconde no ANONIMATO, até para "discutir" a sua (?) Terra, ou tem muita vergonha de si mesmo ou tem muito a esconder da sociedade, comportamentos, aliás, muito próprios de pedófilos, traficantes de droga, corruptos, vigaristas e afins!!!
E não direi mais nada!
Aos Castanheirenses, sim!
A Quem Sente e Ama a Castanheira, sim!
A todos os que se interessam com o que está a acontecer à Castanheira e Perceberam as Razões da minha Denúncia e o impacto pessoal da Recusa que assumi, quero transcrever da verborreia deste TRAVESTI "vendedor de conselhos", o seguinte: "(...) É pena que ainda haja pessoas que lhe dão crédito. Pensava os castanheirenses mais argutos. (...) deixe as coisas sérias para quem o é. Estejam eles no poder ou fora dele, (...)".
Ou seja, para este TRAVESTI, "moralista e arauto da verdade", os "c"astanheirenses são pequenos, tão pequenos como o "c" com que se reporta a ELES;
não são argutos nem sérios;
são estúpidos e desonestos;
não têm Estatura para a Verdade nem Estatuto para a Defender!!!...
Sr. "Pedro", TRAVESTI da "Secção Local" do Clube do Dr. Laurence Peter, meta a "língua no saco", "a motoreta a trabalhar" e "desande"! ou então, seja homenzinho e "apareça", "discutirei" consigo este caso e o Projecto que apresentei, se é que tem alguma coisa na cabeça!...
Podem ficar descansados, onde quer que estejam, "AQUELES" que trouxeram a Castanheira até "ESTES" que agora se "levantam" por Ela, e, antes ainda, "OS OUTROS" "que percorreram o caminho das pedras" e a entregaram "AQUELES"!... Os Verdadeiros Castanheirenses, de Cá e de Fora, sempre souberam defender os Superiores Interesses da Castanheira, muito, muito antes de alguns outros cá terem chegado por estrada, e saberão, Todos e Cada Um, orgulhosamente, "de barrete na cabeça", perpetuar o Vosso Legado!!!
terça-feira, 27 de abril de 2010
Ex.ma Sr.a Presidente da Assembleia Municipal
Ex.mo Sr. Presidente da Câmara
Ex.mos Sr.s Vereadores
Ex.mos Sr.s Deputados Municipais
De acordo com o que li na Acta nº 6 de 2010 da reunião de Câmara, a Sr.ª vereadora Olindina Tomás perguntou ao sr. Presidente da Câmara, se eu “tinha sido uma alternativa ou apenas uma mera especulação” para a Administração da Prazilândia, ao que o sr. Presidente respondeu e passo a citar:
“(…) efectivamente a pessoa indicada foi uma possibilidade considerada, entre outras, mas que não se concretizou pois esse senhor colocou, desde logo, uma série de exigências que não podiam nem deviam ser aceites.” fim de citação.
Sr.ª Presidente da Assembleia,
“Esse senhor”, aliás, eu, aliás, o cidadão José Manuel David Tomaz Henriques vem a esta Assembleia, respeitosamente, com a única intenção de repor a Verdade.
“Desde logo” diz o Sr. Presidente. Mas desde quando é que seis meses de reuniões e de trabalho, é “desde logo”?!
Diz o Sr. Presidente que eu fiz “ uma série de exigências”.
Que exigências?...
Como o sr. Presidente bem sabe, na sequência das conversas mantidas entre nós sobre a Prazilândia e o Desenvolvimento Turístico de Castanheira, fui desafiado pelo sr. para integrar o Conselho de Administração da Prazilândia, tendo nessa sequência e com o seu conhecimento, elaborado um Projecto que tinha como finalidade desenvolver uma Estratégia Turística para Castanheira e tornar a Prazilândia lucrativa, nomeadamente, com o aumento de receitas e a contenção de custos, a começar pela própria Administração.
A única “exigência” que fiz, foi que o sr. Presidente fosse o Presidente do Conselho de Administração, exactamente com a finalidade da contenção de custos, o que o sr. Presidente aceitou.
Posteriormente, em reunião com o sr. Presidente e com o sr. José dos Anjos, chegou-se a uma plataforma de entendimento em que o Senhor reafirmou a sua disponibilidade para ser o Presidente da Prazilândia e o sr. José dos Anjos como elemento NÃO REMUNERADO da Administração.
Nessa reunião, o sr. Presidente propôs-me a redução do vencimento, pago à data ao Administrador sr. António Carreira, que era de 1850 €, para 1350 €.
Como o sr. Presidente bem sabe, aceitei essa redução e apresentei uma contra-proposta, que o Senhor também aceitou, em que o vencimento seria reavaliado de acordo com a concretização, por objectivos, do Projecto que idealizei.
Ora, em conformidade com a Acta nº 6 de 2010 da Reunião de Câmara e tendo em conta os valores das remunerações da Administração da Prazilândia ali apresentados, de 1600 € para o Presidente, a meio-tempo, e 1500 € para o terceiro elemento, QUE CONFORME O ACORDO QUE TINHAMOS, NUNCA SERIA REMUNERADO, a Prazilândia, entre a solução descrita na Acta e a Proposta que apresentei, poupava 3250 €/mês acrescidos dos encargos legais, ou seja, no total, 56 000 €/ano (11 200 contos/ano)!!!
Para que se saiba, estas foram as “MINHAS EXIGÊNCIAS” e foi em defesa delas e do “INTERESSE CASTANHEIRENSE” que, por Coerência com o pré-estabelecido e com os Valores por que me rejo, NÃO ACEITEI, REPITO, NÃO ACEITEI A PROPOSTA que o sr Presidente me fez numa reunião em sua casa, no dia 10 de Março, em que, surpreendentemente, o Conselho de Administração da Prazilândia passaria a ser composto por três elementos remunerados: Sr. José Ribeiro como Presidente e a Dr.a Clara Kalidás e eu próprio como Administradores Executivos!
Em que realidade vive o Executivo Castanheirense quando faz “ouvidos moucos” aos alertas que a Dr.a Castanheira Neves terá feito sobre a difícil situação financeira e excesso de pessoal da Prazilândia; quando treslê ou faz “tábua rasa” das rigorosas medidas que Portugal vai ter de implementar, por exigência da União Europeia, para dar cumprimento ao PEC, ao nível da redução da Despesa Pública, do rigor Financeiro do Estado e das Empresas suas participadas e da Contenção Salarial da Função Pública, e nomeia três elementos remunerados para a Administração da Prazilândia?!!!
E mais, no Projecto que apresentei e que durante meses chamei a atenção do sr. Presidente para a urgência de nomear a Administração da Prazilândia, para que se pudessem implementar os Objectivos Pré-Estabelecidos para a Época Balnear de 2010, sem que, contudo, isso parecesse incomodá-lo, quero destacar desses objectivos a abertura, certificada, da Praia das Rocas todos os dias; a construção de casas de banho e de uma zona de sombra no recinto da Praia; o Estudo de Valor da Praia das Rocas no mercado publicitário para negociação de contratos de publicidade; a finalização das obras das casas de banho dos Veleiros; a informatização das bilheteiras da Praia das Rocas e o sorteio de um carro no último fim-de-semana da Época, implementado ao longo do Verão através da numeração e venda dos bilhetes da Praia.
Sem contar com o valor da publicidade e mesmo tendo de pagar o carro, só estas Acções resultariam numa receita total a rondar os 130 000 € (26 000 contos)!!!
Quem é que assume estes prejuízos, directos e indirectos, perante os Interesses, a Economia e os Empresários Castanheirenses?!
É o Sr. Presidente da Câmara?...
E perante mim, sete meses envolvido neste Projecto, criando novas expectativas de vida e não me envolvendo noutras?!
É o Sr. Presidente da Câmara?...
Remata o sr. Presidente na resposta que deu à sr.a Vereadora Olindina Tomás e passo a citar “(…) enquanto Presidente da Câmara não reconhece legitimidade a ninguém para fazer ultimatos a este executivo”. (fim de citação).
Pois bem, eu estou para ver se esta Administração da Prazilândia vai utilizar as minhas Ideias e o meu Projecto, reservando-me, nesse caso, a tomar as atitudes que entender!
A Democracia, de que ainda ontem o País comemorou mais um ano da Revolução de Abril, alicerça-se em dois tipos de Legitimidade – a Legitimidade Eleitoral e a Legitimidade Política.
A primeira, obtém-se em resultado de Eleições Livres, e quando se ganham, assumindo as responsabilidades inerentes;
A segunda, constrói-se e renova-se todos os dias, Cumprindo com Coerência as Exigências de Cada Tempo; satisfazendo as Necessidades e as Expectativas das Populações e Salvaguardando o Interesse e a Boa Imagem da “Coisa Pública”!
Nada do que parece estar a acontecer em Castanheira!...
Vou terminar, citando Agustina Bessa Luís: “O país não precisa de quem diga o que está errado; precisa de quem saiba o que está certo”.
E eu direi:
Não sei se fiz aqui a figura retórica de quem diz, apenas, o que está errado, mas tenho a certeza de que Esta Casa e A Castanheira precisam de quem saiba o que está certo!!!
Castanheira de Pêra, 26 de Abril de 2010-04-26
José Manuel David Tomaz Henriques
quarta-feira, 31 de março de 2010
O PORQUÊ DAS COISAS
“O PORQUÊ DAS COISAS”
Convidado pelo Presidente da Câmara a participar num workshop sobre Desenvolvimento Local que se realizou na Câmara Municipal, há sensivelmente dois anos e meio, confrontei a Drª Ana Paula Neves e o Sr. Arnaldo Santos, enquanto Autarcas que, ao tempo, tinham ou haviam tido responsabilidades na Administração da Prazilândia, com o Total Imobilismo e Falta de Estratégia com que se estava a olhar para o sucesso da Praia das Rocas.
Pois bem, com o mesmo espanto com que eu não compreendia e achava perigoso e pouco curial para o Futuro da Castanheira, que se deixasse tamanho sucesso ao Deus dará, sem ser devidamente “tratado”, sem ser enquadrado numa Estratégia mais Ampla e Transversal, a Drª Ana Paula e o Sr. Arnaldo desdobraram-se em argumentos para tentar demonstrar que eu estava enganado e que não era possível fazer mais nem melhor até “porque a situação deixada pelo ex-Presidente da Câmara, Pedro Barjona, era insustentável!...”.
Contrapus, exemplificando que a Praia das Rocas era como que uma “criança”acabada de nascer, de que era preciso cuidar, levar à escola na altura certa e acompanhar até à maioridade e que eles, enquanto “adultos”, eram as pessoas a quem tinha sido “entregue essa responsabilidade”!
Alertei-os, vivamente, para o facto de que se deixassem “cair” a Praia das Rocas, a seguir, podia gastar-se o dinheiro que se quisesse em publicidade para tentar recuperar a imagem granjeada, que jamais se conseguiria, e aí, a Castanheira, teria tombado definitivamente!
Bom, “a coisa” foi encerrada com a intervenção de um destacado ex-Autarca Castanheirense ali presente, com carreira feita no PS, quando disse: “atenção, tomem a devida nota de tudo o que o Zé Manel Tomaz Henriques está a dizer, porque é verdade e pode acontecer, e se acontecer, pode mesmo ser o fim!...”
Este episódio, somado a muitas e muitas outras situações de que me fui apercebendo e que me preocuparam muito enquanto Castanheirense, foi o que me fez procurar imensas vezes o Dr. Fernando Lopes para lhe dar conta das minhas críticas construtivas, e que me levou a propor-lhe, no fim da Primavera de 2009, a criação de uma empresa privada que angariasse publicidade e promovesse eventos que, legalmente e em parceria com a Câmara e/ou a Prazilândia, pudesse implementar um projecto de Animação e Desenvolvimento Turístico e de Lazer que afirmasse a Castanheira em contextos mais amplos e ambiciosos.
Depois de algumas conversas em que explanei várias das ideias que achava importante desenvolver, o Presidente da Câmara perguntou-me se, caso ganhasse as Eleições Autárquicas de Outubro, eu não estaria disposto a desenvolve-las através do cargo de Administrador da Prazilândia.
Surpreendido, porque nunca fora esse o meu objectivo, recusei.
Contudo, depois de ter amadurecido a ideia, aceitei com uma condição: que fosse o Dr. Fernando Lopes o Presidente do Conselho de Administração, condição que aceitou.
Importa salientar que na altura o Dr. Fernando Lopes julgava, pelo menos foi isso que me disse, que o Conselho de Administração podia ser composto, apenas, por nós os dois.
Após a sua Tomada de Posse e depois de alguns adiamentos, quando começou a tratar do assunto, disse-me que tinha sido alertado pela Drª Castanheira Neves para o facto de o Conselho de Administração ser, obrigatoriamente, composto por três elementos e, por isso, marcamos uma reunião para tratar do assunto.
Nessa reunião, cuja data não sei ao certo, mas que aconteceu entre os dias 20 e 30 de Novembro, adiantou-me, preocupado, que a Drª Castanheira Neves lhe tinha traçado um “quadro muito negro” sobre a Prazilândia e que a situação impunha um saneamento financeiro que poderia passar pelo despedimento de pessoal.
Acordámos, então, que o terceiro Administrador que viéssemos a escolher não seria remunerado e, portanto, não-executivo, e que se estudaria uma forma de compensação digna, mas de baixo custo, tipo senhas de presença nas reuniões, deslocações, telemóvel, etc.
“AS ESCOLHAS DOS NOMES”
Os pormenores de todas as negociações que decorreram ao longo dos últimos cinco meses, a serem divulgados, se-lo-ão, primeiro, nas sedes próprias.
Seguidamente, transcrevem-se as várias hipóteses que estiveram em apreciação ou negociação para o Conselho de Administração da Prazilândia.
Primeira Hipótese
Proponente: José Manuel Henriques
Presidente: Dr. Fernando Lopes
Administrador Executivo: José Manuel Henriques
Administrador Não Executivo: Sr. Pedro Graça
Nota: Esta hipótese ficou em stand by por 3 ou 4 dias.
Segunda Hipótese
Proponente: Dr. Fernando Lopes
Presidente: José Manuel Henriques
Dois Administradores Executivos e Remunerados
Nota: Esta proposta foi-me apresentada numa reunião no dia 2 ou 3 de Dezembro. Recusei, peremptoriamente, por ser onerosa para a empresa e dificultar o financiamento do Projecto e a consequente Dinamização Turística e Económica da Castanheira.
Terceira Hipótese
Nota: Recuperou-se a primeira hipótese aqui enunciada e o Dr. Fernando Lopes desenvolveu (?) negociações durante todo o mês de Dezembro para, no inicio de Janeiro, me dizer que tinha sido vetada pela Drª Ana Paula Neves e pelo Sr. Arnaldo Santos.
Quarta Hipótese
Proponentes: Dr. Fernando Lopes e José Manuel Henriques
Presidente: Dr. Fernando Lopes
Administrador Executivo: José Manuel Henriques
Administrador Não Executivo
Nota: Esta hipótese foi desenvolvida entre os primeiros dias de Janeiro e o dia 27 de Fevereiro. A pessoa contactada, inicialmente aceitou o convite e mais tarde declinou-o.
Quinta Hipótese
Proponente: Dr. Fernando Lopes
Presidente: Dr. Fernando Lopes
Administrador Executivo: José Manuel Henriques
Administrador Não Executivo: Sr. José Ribeiro
Nota: Esta hipótese, pelo menos foi o que o Dr. Fernando Lopes me fez crer, foi desenvolvida entre os dias 1 e 9 de Março.
Sexta Hipótese
Proponentes: Dr. Fernando Lopes e outros
Presidente. Sr. José Ribeiro
Administradores Executivos: Drª Clara Kalidás e José Manuel Henriques
Nota: Esta hipótese foi-me apresentada no dia 10 de Março numa reunião em casa do Dr. Fernando Lopes.
Perante tão surpreendente proposta confrontei o Dr. Fernando Lopes com um conjunto de perguntas e simulações na tentativa de perceber a extensão da sua atitude.
E percebi !...